Palácio histórico será transformado em nova sede da Prefeitura de Hidrolândia

 

O Palácio Milton de Souza Mendonça, localizado na região da Bocaina, entre Hidrolândia, Garavelo e Nova Fátima, está passando por obras para se transformar na nova sede da Prefeitura de Hidrolândia. O imóvel, adquirido há cerca de dois meses por meio de uma permuta, deverá ser inaugurado em novembro, durante as comemorações dos 78 anos do município.

Segundo o prefeito Zé Délio Júnior, não houve desembolso de recursos públicos para a aquisição do imóvel, ficando os investimentos da administração concentrados na reforma e adequação dos espaços. A nova sede contará com recepção, gabinete, sala de reuniões e outros ambientes administrativos, preservando elementos históricos da construção.

Além das atividades da Prefeitura, o complexo terá um Museu Histórico de Hidrolândia e uma Galeria de Prefeitos, com o objetivo de preservar a memória do município. O local também contará com um auditório, que deverá receber cursos, eventos e atividades em parceria com órgãos como a Emater.

Outra estrutura em implantação é um Centro de Equoterapia, voltado principalmente ao atendimento de crianças com necessidades especiais. O espaço contará com área coberta, instalações acessíveis, estrutura para os cavalos e ambientes destinados ao atendimento especializado.

A administração municipal afirma que o Palácio Milton de Souza Mendonça deverá reunir, em um único complexo, serviços públicos, preservação histórica, cultura, formação e atendimento social. A inauguração está prevista para novembro, com programação e horário ainda a serem divulgados pela Prefeitura.

Quem foi Milton de Souza Mendonça?

Milton de Souza Mendonça (1926–1998), filho de José Amâncio de Souza Pinto e Jorcelina Borges de Mendonça, foi uma importante figura política de Goiás, com forte ligação com Hidrolândia e Goiânia. Foi vereador da primeira legislatura da Câmara Municipal de Goiânia e seu primeiro presidente, além de ter exercido o cargo de prefeito de Hidrolândia entre 1960 e 1961. Na região da Bocaina, construiu o palácio que hoje leva seu nome, deixando um importante legado histórico e arquitetônico para o município.

Milton morreu em 1998, aos 72 anos, em Goiânia. Apesar de sua trajetória política também estar ligada à capital, sua relação com Hidrolândia permaneceu até o fim: após o velório, seu corpo foi levado para o município, onde foi sepultado. A preservação do palácio e sua transformação em espaço público reforçam a importância de sua trajetória para a memória histórica e política de Hidrolândia.